Quem sou eu

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Nasci em 1980 e desde menina leio os poemas de minha mãe, Asor Vacholz (ela dizia que eles ganhavam vida com minha voz). Foi na adolescência(aos 15 anos) que descobri a grandeza de escrever o que eu sentia, pensava, sonhava e imaginava em forma de poesias. Escrevendo eu superei a minha conturbada adolescência, a minha solidão e meus momentos de tristezas. Parei de escrever aos 20 anos por falta de tempo, dividida entre faculdade,trabalho e casamento. Hoje já bacharelada em Administração e pós graduada em Controladoria parei de estudar e achei um tempinho para voltar a escrever. Conheci a poeta Milena Medeiros que me incentivou a publicar as poesias. Foi através dela que comecei a blogar. Agora estou aqui, fascinada, descobrindo este novo mundo que se descortina para mim. Sejam todos bem vindos, e se tiverem oportunidade visitem meu blog de artes http://livaarts.blogspot.com/

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

As histórias que não vivi - Ronaldo

OUVIRonaldo era exótico, tez morena, apesar de sua altura acima da média, caminhava harmoniosamente tinha postura nobre e os ombros largos, mas o que mais chamava a atenção da minha amiga era sua extraordinária inteligência.

Quando se conheceram eles ainda eram crianças, estudaram juntos no primário e foi nessa época que ela se apaixonou por ele.
Era uma paixão infantil, dessas que rende um diário inteiro, ela escrevia cada troca de palavras, descrevia cada gesto de carinho, narrava a esperança de despertar nele a mesma paixão.
O inseparável diário foi testemunha e confidente de toda a angústia que ela sentiu, quando em um belo dia ele apareceu com sua primeira namorada, Andréia era o nome dela, depois veio a Laura, outras surgiram e minha amiga ali, amando em silêncio.
Findou-se o ensino fundamental e eles mudaram de escola. Ela estudava de manhã, ele a noite, o desencontro era total e eles passaram um bom tempo sem se ver.
Um dia assim do nada, eles se viram dentro do ônibus, conversaram muito, relembraram os velhos tempos e minha amiga falou de toda a paixão do passado, ele por sinal confessou que a paixão era recíproca, e que, assim como ela, teve medo de se declarar e sofrer uma rejeição.
Nesta época minha amiga estava estudando para passar no vestibular, enfrentava muitas dificuldades em geometria, ele se ofereceu para ajudá-la, marcaram o encontro todas as quintas-feiras na biblioteca da cidade.
No primeiro dia eles estudaram muito, no segundo rolou um clima e no terceiro eles saíram da biblioteca e foram jogar boliche, quando ela ia descer do carro ele a puxou para seus braços e trocaram o primeiro de muitos beijos.
Eram beijos trocados as escondidas, para todos os efeitos eles estavam na biblioteca estudando.
Estabeleceu se então uma gostosa rotina, toda quinta-feira à noite eles estudavam umas duas horas e depois saiam juntos. Minha amiga conta que apenas um simples toque bastava para incendiar, eles eram como fogo em brasa, como um vulcão quando entra em erupção.
A noite mais marcante de suas vidas provavelmente foi quando na loucura da paixão ele acabou estacionando o carro na garagem de sua casa.
Naquele momento ele a queria mais do que tudo, beijou-a com tal paixão que ela quase perdeu o fôlego, ela abraçou-o pelo pescoço, apertando mais o corpo contra o dele, as línguas de uniram em antecipação ao ritmo dos corpos que logo se seguiriam.
Os vidros embaçados do carro e os corpos suados e agora saciados revelavam toda a intensidade daquele momento.
Ainda estavam assim meio flutuando quando ouviram uma voz perguntando.
-Ronaldo é você?
Era a mãe dele que ao ouvir barulho na garagem, veio ver o que estava acontecendo.
Minha amiga afundou no banco do carro para não ser vista, o coração acelerado com o susto.
Ronaldo, o primeiro a se recompor conseguiu responder com voz firme que estava tudo bem.
Ele ainda entrou, conversou um pouco com sua mãe, tentando disfarçar. Avisou que sairia novamente e foi levar minha amiga até sua casa.
Ao se despedirem ainda trocaram um beijo apaixonado.
Depois dessa primeira noite se seguiram outras, mas ela me disse que a primeira vez foi a mais marcante de todas.
Meses depois ele contou que estava passando por alguns problemas familiares, e assim como ele ressurgiu na vida dela, também desapareceu.
Mais tarde ela soube da mudança dele para uma cidade distante.
Fato é que esses estudos/encontros de quinta-feira à noite renderam um segundo lugar no vestibular e um amor para recordar.

Um comentário:

Adriana Vargas de Aguiar disse...

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